Depois da queda, o ressurgimento triunfal!
Hahaha, Calvin que o diga.
visitem: Depósito do Calvin
Bolo, velas, balões, cores e mais cores. Risadas e abraços. Por que não todos os dias? O que nos impede de comemorar a vida freqüentemente? Em vez de passarmos grande parte do nosso tempo amargurando-nos pelos cantos, poderíamos investir em nossa felicidade e festejar o prazer que é estar vivo.
Não é preciso um motivo além do que nos faz comuns: estamos vivos! Alguém se disponibiliza a citar algo ainda mais majestoso que esse dom? Afinal, é isso que nos permite desfrutar de outros prazeres. Se não estivéssemos presentes, não poderíamos saborear os momentos mais deliciosos pelo quais passamos. Quantas vezes você se permitiu rir até chorar, fazer alguma loucura, reviu um amigo que há muito não via, presenciou uma paisagem de tirar o fôlego, deu um beijo apaixonado ou abraçou alguém (ou seu ursinho!) até não ter mais forças nos braços? Vamos lá, a vida nos abre portas e janelas, mas muitas vezes preferimos continuar sentados, apenas observando o que acontece lá fora.
Esteja lá fora.
Salte, cante, dance. Façamos dos nossos dias festas sem fim! Sem perceber o limite entre a noite e o dia. Um é a extensão do outro, complementando-se, tornando-se infinito. A vida, porém, não é imortal. Infelizmente (ou seria felizmente?), não nos é fornecida uma data de validade. Ela é incerta e imprevisível. Mas enquanto vivos, temos de comemorar o maior motivo para sermos otimistas e alegres. Preparem o bolo e a língua-de-sogra! Há uma festa a ser feita!
Quantas vezes precisamos nos lembrar de nosso próprio valor?
Hoje, arquivando algumas fotos no computador, lembrei-me de fatos. Esses pequenos momentos da vida que a gente quase não valoriza na hora, mas depois lhes retorna a atenção e vê que foram fundamentais. Aniversários surpresa, um dia inteiro fora com os amigos, uma boa fase pela qual vivemos... Porém, o que mais me tocou, não foram os fatos em si. Mas a minha participação ou o meu papel neles. E, a partir desse ponto, pude perceber coisas que nem sempre percebemos “a olho nú”. Oras, perdoe-me se pareço muito orgulhosa – não há nada a ver com isso! – muito pelo contrário, nunca fui o tipo de pessoa exatamente auto-confiante. Mas é isso que mexeu aqui dentro! Eu nunca vejo o meu valor. Eu sempre me permito acreditar no que me fere em vez do que me enobrece. Arre, entre todas as permissões do mundo, a gente “sempre” permite o que há de “pior”. Mas por quê? Por que é mais fácil acreditar que nós somos inferiores e conviver com isso, como uma chaga? Até nos fazendo de coitados, vez ou outra.
Por que?
Pois bem; revendo certas fotografias e repensando no que já foi, lembrei-me de que minha vida não foi em branco. E, mais ainda, minha participação na vida de algumas pessoas foi, sim, agradável! Não foi à toa que eu ri junto de muitos amigos, abracei muitas pessoas, consolei alguns, amei o quanto pude... Sempre, sempre! Não digo que houve uma revolução aqui dentro. Eu sei que o meu papel é pequeno, mas é. Eu existo, eu amo, eu mudo o que há em minha volta. Eu sei que eu tenho o poder de aquecer o coração de quem eu muito estimo. Eu sei! Porque há uma vozinha aqui dentro, que grita todos os dias, ao meu despertar: “faça alguém feliz”. E não é somente para alimentar o meu ego. Eu simplesmente o faço (ou, ao menos, tento fazer) porque é bom mutuamente. Óbvio. Mas por que, então, acreditar no que os outros dizem? Eles não sabem nem da metade das minhas ações, dos meus sonhos, do meu eu*! Eu não quero dar preferência àqueles que dizem que eu não sou capaz. Que eu sou um zero à esquerda. Eu vou acreditar no meu instinto, no que a voz dentro de mim me diz. Ela pode nem sempre estar certa, mas ela me conhece melhor que qualquer um. E ela, acima de tudo, é pura.
Quantas vezes você já deu ouvidos aos outros, em vez de voltar a atenção a si mesmo? Eu realmente espero que, além de mim, você também pense mais em você. Não é um ato de egoísmo. Muito pelo contrário! Egoísmo seria fechar-se dentro de si, de seu próprio sofrimento, e alienar-se do resto do mundo. Em contraste, se acreditamos no nosso poder de amar, mudar e amparar, duas pessoas saem felizes, no mínimo.
Sorria, abrace e seja mais ridículo. Nem que seja aos poucos! Isso esbanja confiança, mas uma confiança humilde, simples. Estar ciente do seu poder é estar consciente também do poder do seu próximo. E entender que vocês dois podem, sim, fazer a diferença.
Ninguém é um zero à esquerda.
É, no mínimo, um número natural, maior de 1, elevado a um expoente bem maior que 10.
Simplificando:
...
Quer saber o quê mais? Chega de matemática. E de redação também
*(-lírico?)
p.s.: Bom final de semana! :}
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Hoje a NASA postou uma foto entitulada "Constructing the future". A imagem é essa que você vê aqui ao lado. Bonito, não? Homens se aventurando num espaço infinito pelo bem de toda a humanidade. Engraçado; eu pensava que homens se arriscavam ainda mais para construir cidades inteiras, bem aqui, perto de nós.
Não é questão de menosprezar o trabalho de vários astronautas que, inquestionavelmente, se embrenham no pseudo-vácuo a fim de construir, tijolo a tijolo (figurativamente, gente, por favor), um futuro muito sólido para os terráqueos lá fora. Eu só não entendo por que muitos homens, humildes, não são tão prezados como eles. Veja só: o seu nicho foi construído por mãos calejadas, de pessoas que passam por momentos difíceis todos os dias. Eles vivem cada dia sem saber se amanhã tudo estará bem. Ou seja, todo momento é um desafio para essa gente. Não há segurança total em seu trabalho, o salário é baixo e os direitos que têm, são (muito) parcialmente reconhecidos. E, além de montarem a sua casa, eles montam as demais casas, edifícios, consolidam lojas, enfim: erguem os nossos municípios e cidades. São eles que levantaram países como o nosso, e continuam trabalhando nele. Se não fosse por essas pessoas, quem teria construído todo esse espaço habitável? E, seguindo a lógica pura, se não houvesse todo esse meio, como os futuros astronautas poderiam crescer, se desenvolver e, ao fim, chegar no espaço sideral?
O que me entristece é que enquanto crianças querem crescer e ser “marujos do espaço”, ninguém (arre, essa generalização) valoriza os nossos construtores. A base de todo crescimento edificado. Por favor, me digam: qual a graça em honrar indivíduos que trabalham (pilotam!) embriagados e esquecer dos que suam, se cansam e mal têm dinheiro e tempo para comprar sua bebida?
Mais uma vez: não me vem à cabeça criticar os astronautas como um todo. Além do mais, todo esse avanço tecnológico e científico me embasbaca. Nada disso condiz à NASA, mas a nós mesmos. Se não damos o devido valor aos que constroem aqui na Terra, como valorizamos o que está fora de nossa órbita?
Pensando bem, vou postar uma foto também:
pra gente e diz não confiar na gente porque a gente contou "coisas demais" ?Quarta-feira, 11:35 a.m.
Minha mãe sentou-se na cama do quarto onde eu estava. Eu usava o computador, sem me preocupar com a cirurgia pela qual ela ia passar em pouco tempo – pelo menos assim parecia.
Você já tentou esconder uma grande preocupação? Aposto que sim. O medo de deixar outras pessoas tão mal quanto você mesmo, ou então pior, faz com que você esconda fatos relevantes da sua vida.
Logo minha mãe...
Uma das únicas que eu sempre confiei de olhos vendados. Minha melhor amiga, minha melhor conselheira; aquela que me conhece, me desvenda com um simples olhar. Eu tinha que esconder meu medo dela. O tempo todo eu pensei que medo e outros pensamentos negativos fossem altamente contagiáveis, ou seja, se eu me abrisse com ela naquele momento, provavelmente ela também se sentiria amedrontada (ou deveria dizer “mais ainda”?) e tudo ocorreria de um modo pior.
Nós trocamos algumas palavras, nada demais, até que ela se levantou e retirou-se. Antes que eu soubesse, ela já tinha ido embora – e eu nem ao menos me despedi dela.
1:00 p.m. minha mãe já deveria estar entrando na sala, pronta para ser operada, enquanto eu me preparava para mais uma aula (é ano de vestibular!). O simples fato de não ter me despedido dela me doía, eu me sentia culpada. Mas tudo estava bem. Eu tinha confiança de que tudo ia dar certo e esse pesadelo iria acabar logo. Tiraram-lhe o seio esquerdo, onde o nódulo se encontrava. Benigno ou maligno? Ninguém sabia ainda. Eu nem pensava nisso... só queria que tudo ocorresse bem.
~11:00 p.m. meu pai chega em casa; senta-se na poltrona perto de mim, tira os sapatos, as meias... e me fala que tudo deu certo. O jogo na tevê rolando. Então, sem aviso prévio, eis que vem a bomba: o tumor era maligno. E eu nem tinha pensado nisso! “Ela vai ter que fazer quimioterapia, mas vai ficar tudo bem”, me dizia ele. Me veio uma vontade louca de chorar, mas não ali, não agora! Mantive o olhar direcionado à televisão, até gritava de vez em quando com as jogadas do meu time. À toa, eu nem ligava mais pro jogo. Mas a gente sempre tem que disfarçar... besteira.
A palavra câncer sempre me assustou. Mal do nosso século, doença sinistra, discreta, a gente mal percebe. Mas, quando vem, parece que desaba tudo de vez.
Eu preciso dizer, e não é por não querer te preocupar, mas eu tenho confiança de que ela vai sarar bem – e rápido. Claro que é uma questão de tempo e paciência. A quimioterapia vai mexer com ela: os cabelos irão cair, provavelmente irá se sentir mal algumas vezes, mas tudo vai acabar bem. Mas é impossível dizer que eu me sinto absolutamente bem. Eu ainda choro, tenho vontade de sumir, de fazer alguma coisa urgentemente. Agora eu tenho medo de perdê-la de qualquer outro possível jeito. Eu quero fazê-la rir, ser feliz, mas é difícil. Pode não ser minha culpa, mas eu não consigo me conter com isso. Agora que ela já está em casa e nós temos que cuidar bem dela, eu tenho medo de fazer coisas erradas, e acabo me afastando de algum jeito. Eu preciso fazer tudo certo, ser uma fonte de paciência, tenho que estudar, há a pressão de ir bem na escola, passar na UFES, ser isso, ser aquilo. Eu estou tiltando!
A partir de agora eu preciso achar minha luz – e irradiá-la.
Hikari.